AgroBR alcança 1 mil produtores e amplia inserção de empresários brasileiros no mercado internacional

Projeto, que completa cinco anos e meio de atuação, já coleciona centenas de histórias de sucesso

Por CNA 13 de março 2026
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Brasília (13/03/2026) - O projeto agroBR, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a ApexBrasil e o Sebrae, alcançou a marca de 1 mil produtores rurais inscritos na terceira fase da iniciativa.

Esta nova etapa começou no ano passado, para apoiar pequenos e médios empreendedores rurais interessados em ampliar a presença de seus produtos no mercado internacional. A meta é ter 3000 empreendedores rurais até 2028.

Durante a jornada no programa, os participantes têm acesso gratuito a capacitações, rodadas de negócios, missões empresariais em feiras internacionais e suporte estratégico, com foco em transformar oportunidades em resultados concretos e fortalecer a presença do agro brasileiro no exterior.

De acordo com a Diretoria de Relações Internacionais da CNA, na primeira fase do projeto foram atendidos 450 produtores. Já na segunda fase, encerrada em agosto de 2025, 428 dos 1,2 mil selecionados realizaram exportações, demonstrando o potencial da iniciativa para inserir novos produtores no comércio global.

Para o coordenador de Promoção Comercial da CNA e gestor do projeto, Rodrigo da Matta, chegar à marca de 1.000 inscritos em pouco mais de 6 meses desta 3ª edição é uma conquista que simboliza o interesse e a dedicação dos empreendedores que desejam levar ao mundo o sabor e a brasilidade dos nossos alimentos.

“O AgroBR consegue esse sucesso com a força das parcerias como a ApexBrasil e Sebrae, numa cooperação institucional em torno de um propósito comum: abrir caminhos, gerar oportunidades e consolidar a presença dos produtos brasileiros nos mercados internacionais, com qualidade, diversidade e nossa identidade”.

O agroBR, que completa cinco anos e meio de atuação, já reúne diversos cases de sucesso. Um deles é o da pedagoga amazonense Letícia Castro Barreto, de 25 anos, que ingressou no agronegócio ao lado do marido, Mário Fernando.

O casal adquiriu uma propriedade em Belém, no Pará, com cerca de 20 mil pés de açaí e uma pequena fábrica de polpas voltada para o comércio local e para as regiões Sul e Sudeste do país. Com o objetivo de alcançar o mercado internacional, eles iniciaram um processo de automatização e organização da fábrica Bona Fruit.

Apesar do interesse em exportar, a falta de experiência com o comércio exterior era um obstáculo. Durante mais de um ano, o casal investiu em consultorias privadas. Segundo Letícia, no entanto, os processos só começaram a avançar após conhecerem o agroBR, em 2023, por meio da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).

om o objetivo de alcançar o mercado internacional, eles iniciaram um processo de automatização e organização da fábrica Bona Fruit. om o objetivo de alcançar o mercado internacional, eles iniciaram um processo de automatização e organização da fábrica Bona Fruit.

Foram quatro meses de capacitação sobre mercado internacional e boas práticas na produção de açaí e derivados. Além das aulas, o projeto proporcionou participação em rodadas de negócios, elaboração de materiais institucionais em inglês e espanhol, divulgação da empresa no site do programa e prospecção de clientes estrangeiros.

Em junho de 2024, a Bona Fruit realizou a primeira exportação: 20 toneladas de sorbet de açaí para a Austrália. O resultado foi tão positivo que o cliente passou a realizar compras mensais. No fim de 2024, o casal participou do Exporta Mais Belém e iniciou vendas para o Japão, além de negociações com clientes da China e de Dubai.

Em abril de 2025, durante o Exporta Mais Brasil, em São Paulo, conheceram potenciais compradores dos Estados Unidos e de Israel.

Atualmente, a empresa produz mensalmente 280 toneladas de polpa de açaí e 180 toneladas de sorbet, considerando produtos tradicionais e orgânicos. Cerca de 30% da produção já é destinada ao mercado externo.

Outro destaque do catálogo de sucesso do agroBR é a história do empresário Rogério da Silva Rafael, de 67 anos, proprietário da Natural Citrus, empresa especializada na produção de limões no Rio Grande do Norte.

O produtor conheceu o projeto por meio da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Faern). No programa, teve acesso a orientações sobre gestão da exportação, participação em feiras internacionais, documentação necessária — com tradução para outros idiomas, como japonês e árabe — e contato com potenciais compradores estrangeiros.

Em abril de 2024, ele participou da feira internacional Fruit Attraction São Paulo, onde fechou uma venda para um cliente da Espanha: 18 contêineres com aproximadamente 25 toneladas de limão cada.

Desde então, a empresa passou a negociar com mercados como Polônia, Reino Unido, Holanda e países escandinavos.

“Este ano, temos a projeção de exportar mais de 100 contêineres. Se Deus permitir, serão 2,5 milhões de quilos de limão Tahiti”, afirma o produtor. Atualmente, 70% do faturamento da Natural Citrus já vem das exportações.

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