Campo Futuro levanta custos de produção no Espírito Santo
Projeto da CNA realizou painéis de mamão, avicultura de postura e cacau
Brasília (01/04/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta semana, levantamentos de custos de produção de mamão, cacau e avicultura de postura no Espírito Santo.
As atividades ocorreram nos municípios de Pinheiros, Linhares e Santa Maria de Jetibá, com a participação de produtores, sindicatos, representantes da CNA, da Federação de agricultura e pecuária do Estado e de entidades.
Os levantamentos do Projeto Campo Futuro ajudam a analisar a rentabilidade das atividades agropecuárias e contribuem para a tomada de decisão dos produtores e para a formulação de políticas públicas para o setor.
Mamão – O painel foi realizado na quarta (1º), em Pinheiros (ES), considerando uma propriedade modal de 30 hectares cultivados com mamão formosa, em sistema irrigado e semimecanizado.
Os produtores relataram redução no ciclo de cultivo, com oito meses de formação e dez meses de colheita, frente aos 15 meses registrados em painel anterior na região.
Apesar disso, houve aumento da pressão de pragas, especialmente viroses e ácaro branco, elevando os custos e impactando a produtividade, que ficou em 85 toneladas por hectare no ciclo atual, 15 toneladas abaixo dos níveis anteriores (100 ton/ha).
Avicultura de postura – O levantamento de custos aconteceu na terça (30), em formato híbrido, com produtores de Santa Maria de Jetibá. A propriedade modal conta com quatro galpões de pressão positiva, com capacidade para 50 mil aves cada, totalizando 200 mil aves em produção.
A produção anual é de aproximadamente 170 mil caixas de ovos, com 30 dúzias por caixa. O principal componente do custo operacional efetivo (COE) é a alimentação dos animais, que representa mais de 50% dos custos.
O assessor técnico Rafael Ribeiro participou da reunião.
Cacau - O levantamento ocorreu na segunda (30), em Linhares (ES), e apontou um cenário de atenção para a atividade. A propriedade modal analisada possui 40 hectares em sistema cabruca, com manejo manual e irrigado. A produtividade atual é de 50 arrobas por hectare, considerada baixa pelos produtores.
Segundo o assessor técnico da CNA Carlos Eduardo Meireles a falta de mão de obra qualificada para a realização dos tratos culturais no tempo adequado tem sido um dos principais entraves para o aumento da produtividade. O cenário é agravado pela queda nos preços, resultando em margens negativas.