Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas debate prioridades para 2026

Reunião tratou de assuntos estratégicos para o setor

Por CNA 24 de fevereiro 2026
Compartilhe:
50927675077 e7078daaa1 k

Brasília (24/02/2026) – A Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na terça (24), para tratar da atuação técnica e das prioridades estratégicas do setor para 2026.

O encontro foi o primeiro com a nova presidência, exercida por Alexandre Schenkel. Os integrantes abordaram os principais temas relacionados às cadeias de grãos e fibras.

Imagem

Na abertura da reunião, o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, apresentou um balanço das entregas realizadas pela Comissão em 2025. Entre os destaques, esteve o estudo sobre compra, terceirização e aluguel de máquinas agrícolas. A CNA desenvolveu uma ferramenta que permite simular diferentes cenários por região, área cultivada e tamanho do parque de máquinas, auxiliando os produtores na avaliação da viabilidade econômica de cada sistema.

A Comissão também apresentou estimativas de prejuízos causados pela cigarrinha-do-milho, com base em dados inéditos e metodologia própria de cálculo, validada tecnicamente pela Embrapa e pela Epagri. Na mesma linha, foi apresentado diagnóstico técnico sobre culturas alternativas ao milho para a segunda safra, com mapeamento de cadeias produtivas e identificação de oportunidades de mercado.

No campo operacional, os integrantes discutiram a prevenção de incêndios na colheita do algodão, com projeto voltado ao uso de sensores para detecção precoce de focos de calor e redução de perdas. Na agenda de sustentabilidade, foi apresentado o programa ESG Senar, reconhecido no Programa Agro+ Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A reunião também abordou a construção de padrões oficiais de classificação para pulses, com o objetivo de alinhar normas técnicas ao padrão comercial e às exigências internacionais, reduzindo assimetrias de mercado.

Propostas - Para 2026, se destacam os estudos sobre armazenagem pós-colheita, com levantamento de experiências internacionais e avaliação de modelos adaptáveis à realidade de médios produtores, especialmente arrendatários, visando ampliar a eficiência operacional e reduzir perdas ao longo da cadeia produtiva. A Comissão também reforçou a necessidade de avançar na formulação de políticas públicas voltadas às fibras naturais, diante da crescente perda de espaço para fibras sintéticas no mercado internacional.

Durante o encontro, a advogada e consultora da CNA, Amanda Flávio de Oliveira, apresentou atualização sobre a moratória da soja, detalhando a atuação institucional da Confederação, os questionamentos relacionados ao exercício de poder econômico entre traders e produtores e os principais desdobramentos jurídicos do tema. Ela destacou que a moratória permanece na agenda estratégica da CNA para 2026, com acompanhamento contínuo nas esferas jurídica e concorrencial.

O presidente Alexandre Schenkel afirmou que a Comissão seguirá com uma agenda robusta e estratégica. Segundo ele, será fundamental aprofundar o debate sobre a integração de dados das máquinas agrícolas no campo, fortalecer a competitividade das cadeias produtivas e avançar em políticas estruturantes para grãos e fibras.

Por fim, o consultor André Debastiani, sócio-diretor da Agroconsult, apresentou análise sobre o ritmo de crescimento da área plantada de soja, as condições climáticas da safra e as projeções para o milho de segunda safra, incluindo estimativas de área e produção.

Áreas de atuação relacionadas