Faese promove 1º Fórum Sergipano de Controle da Brucelose

Mais do que um encontro institucional, o evento reuniu representantes das principais entidades ligadas ao setor produtivo e à sanidade animal para a construção conjunta de estratégias que contribuam para o aumento dos índices vacinais no estado e, consequentemente, para a proteção da saúde pública

27 de março 2026
Compartilhe:
Forum da brucelose

Ascom Faese Senar

Fonte: Ascom Faese Senar

Na última quinta-feira, 26, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese) realizou o 1º Fórum Sergipano de Controle da Brucelose. Mais do que um encontro institucional, o evento reuniu representantes das principais entidades ligadas ao setor produtivo e à sanidade animal para a construção conjunta de estratégias que contribuam para o aumento dos índices vacinais no estado e, consequentemente, para a proteção da saúde pública.

Participaram do fórum representantes da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Universidade Federal de Sergipe (UFS), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Sergipe (CRMV-SE), da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Sergipe (Fetase), além de instituições privadas com atuação na área.

O superintendente do Sistema Faese/Senar, Denio Augusto Leite, destacou que o fórum é uma iniciativa da Faese, que, enquanto entidade representativa dos produtores rurais, atua para garantir a sanidade dos rebanhos e a sustentabilidade da atividade. Nesse sentido, a instituição reuniu diferentes órgãos e parceiros para fortalecer as ações de vacinação no estado.

“As instituições, de forma integrada, irão construir estratégias para ampliar a cobertura vacinal dessa zoonose, com foco em dois eixos: a realização de campanhas educativas junto aos produtores, reforçando a importância da vacinação sob os aspectos econômico e sanitário, e a ampliação do número de profissionais habilitados, em parceria com o CRMV e o Mapa”, destacou.

O presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, ressaltou que a brucelose é uma infecção bacteriana que provoca prejuízos econômicos aos produtores, como abortos, infertilidade e queda na produtividade, além de representar risco à saúde pública por se tratar de uma zoonose.

“A Emdagro já realiza um trabalho expressivo, com a vacinação gratuita de rebanhos de produtores com até 30 cabeças. No entanto, ainda estamos distantes do percentual ideal. Somente com ações educativas, aliadas ao trabalho conjunto das instituições, conseguiremos avançar e ampliar o número de animais vacinados”, afirmou.

A subnotificação dos casos e a insuficiência de profissionais habilitados para a vacinação, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), também foram destacadas pelo chefe do Serviço de Inspeção de Insumos Pecuários e Saúde Animal do Ministério da Agricultura em Sergipe, Genison dos Santos.

“Sem notificação, não conseguimos dimensionar o problema nem avançar na construção de políticas públicas mais eficazes”, alertou.

Produtores rurais também participaram do debate, como o pecuarista Juraci Pereira, de Porto da Folha, que destacou a importância do acesso à informação. “Muitas vezes, cometemos falhas por falta de informação. Apesar de ser uma doença conhecida, recebemos aqui orientações atualizadas que são fundamentais para reduzir erros e melhorar o manejo”, pontuou.

Durante o fórum, as instituições apresentaram suas atribuições e os principais desafios relacionados à vacinação contra a brucelose, contribuindo para a construção de um plano de ação integrado.

“Além da construção coletiva de estratégias para o enfrentamento da brucelose, a proposta é que, a partir deste fórum, seja formada uma comissão responsável por dar continuidade às ações de controle da doença no estado”, destacou a analista de pecuária da Faese, Mikaele Alexandre.

A programação contou ainda com palestras técnicas que abordaram os impactos da brucelose na bovinocultura, o cenário da vacinação em Sergipe e os desafios enfrentados na implementação das políticas sanitárias.