Preços do feijão carioca mantêm alta em março

Média mensal avança e atinge novo recorde na série

Por CNA 30 de março 2026
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Brasília (30/03/2026) – O indicador Cepea/CNA registrou novo recorde para o feijão carioca em março, mesmo com a demanda mais moderada ao longo do mês e de recuos pontuais em algumas semanas.

O movimento ocorre em um panorama de oferta restrita, dificuldades na colheita e expectativa de menor produção, sobretudo na segunda safra. Já a média parcial de março do feijão carioca de notas 9 ou superiores está 8,3% acima da registrada em fevereiro e 34% superior à do mesmo período do ano passado.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a valorização chega a 48,3% e, na última semana analisada, entre os dias 20 e 27 deste mês, houve recuo nas cotações em todas as regiões acompanhadas, o que reflete em uma menor demanda.

As quedas variaram de 0,31%, no leste de Santa Catarina, a 1,32% em Itapeva (SP). Ainda assim, a baixa disponibilidade de grãos de maior qualidade segue como sustentação de prêmios para os melhores lotes.

Para o feijão carioca de notas 8 e 8,5, o comportamento também é de alta no acumulado. A média de março está 7,1% acima do mês de fevereiro e 42,2% superior à observada no mesmo período de 2025.

No primeiro trimestre, o avanço chega a 43,9%. E, na semana mais recente, a redução no ritmo das compras resultou em quedas em algumas regiões, com destaque para Curitiba (PR), onde os preços recuaram 5,43%. Por outro lado, as cotações se mantiveram firmes no Distrito Federal e no noroeste de Minas Gerais, sustentadas pela oferta de lotes armazenados da produção irrigada.

No caso do feijão preto, os preços apresentaram estabilidade na média mensal, com leve alta de 0,11% frente a fevereiro e de 0,4% na comparação anual. No acumulado do primeiro trimestre, a valorização é de 32,2%, que reflete a recuperação recente do produto.

Por fim, na última semana, o comportamento foi misto, com leve alta em Curitiba, de 0,24%, associada à expectativa de retomada da demanda, enquanto em Itapeva (SP), as cotações recuaram 2,24%, pressionadas pela entrada de produtos da região Sul.

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