Rio Grande do Sul
Campo Futuro apura custos da pecuária leiteira gaúcha
Técnicos do projeto passaram pelos municípios de Palmeiras das Missões, Três de Maio, Cruz Alta e Pelotas
Brasília (13/09/2018) – O Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), esteve durante a semana no Rio Grande do Sul para levantar os custos de produção da atividade leiteira. Os técnicos passaram pelos municípios de Palmeiras das Missões, Três de Maio, Cruz Alta e Pelotas.
Representantes da CNA, da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) coordenaram o levantamento das informações em encontros com os produtores gaúchos.
O presidente do Sindicato Rural de Três de Maio, Moacir Trevisan, afirmou que “a análise dos dados obtidos na planilha de custos dos painéis é uma importante ferramenta para o desenvolvimento dos produtores, principalmente para gerenciar a propriedade rural”.
O supervisor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no estado (Senar/RS), Herton Lima, disse que “o projeto é uma excelente iniciativa da CNA, pois leva aos produtores e aos técnicos que acompanham a realização do painel uma importante mensagem da necessidade de se trabalhar a gestão da propriedade rural”.
O assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Thiago Rodrigues, explicou que os municípios de Palmeiras das Missões, Três de Maio e Cruz Alta possuem sistemas produtivos semelhantes, apesar da diferença no volume de leite produzido diariamente.
“Com mão de obra familiar, altos investimentos em máquinas e equipamentos e um rebanho composto por animais das raças Holandesa e Jersey, o que chamou a atenção nessas três regiões foi o alto custo dispendido com a alimentação do rebanho, com valores impactando entre 45% a 58% da receita total da atividade”.
Segundo o assessor, de maneira geral, a eficiência dos modelos produtivos repercute nos resultados econômicos encontrados. “Os produtores relataram que o último ano foi desafiador em termos de preço de leite recebido. O Custo Operacional Efetivo (COE), que é aquele que envolve o desembolso direto do produtor, não recebeu a atenção necessária em termos de controle, comprometendo a margem”.
Para Thiago, “reforçar o conceito de controle de custos de produção junto aos produtores, alertando-os sobre as peculiaridades técnicas que repercutem no desempenho econômico da atividade é um papel fundamental que o Campo Futuro leva as regiões visitadas”.
Assessoria de Comunicação CNA/SENAR
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