CNA participa de reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura
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Reunião foi realizada na quinta (27), em Brasília (DF)
Brasília (27/02/2025) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quinta (27), da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura do Ministério da Agricultura, em Brasília (DF).
A reunião contou com a participação de representantes dos produtores, das indústrias de suco de laranja, instituições de pesquisa e agências de defesa estaduais. A assessora técnica da CNA, Letícia Fonseca, participou do encontro.
O colegiado tratou de ações e propostas para o manejo do greening , doença que afeta toda a citricultura.
Segundo Letícia, a relevância produtiva e econômica da doença está atrelada à ausência de cura e à dificuldade de manejo do inseto vetor. “A incidência da doença leva a perdas gradativas na produção, além de afetar a qualidade da fruta e seu rendimento industrial”, alerta.
Neste contexto, representantes do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura falaram sobre o andamento do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (HLB), para combater o greening . A nova portaria deve ser publicada nos próximos meses.
Uma das inovações da portaria é a de que os Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV) elaborem planos de ação conforme o cenário de ocorrência da doença e as medidas cabíveis para monitoramento, manejo e mitigação dos danos causados pela doença.
“O texto trará também detalhamentos específicos às Unidades da Federação com e sem ocorrência da doença, como diretrizes à produção de material de propagação nos estados que não possuem a doença e a fiscalização do trânsito de mudas advindas de regiões com incidência. São estratégias fundamentais para conter a disseminação da doença”, destacou Letícia.
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Durante a reunião, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e a Embrapa Mandioca e Fruticultura apresentaram recomendações aos estados, indicando ações essenciais aos diferentes cenários de ocorrência da doença: estados nos quais não há ocorrência confirmada; estados nos quais há ocorrência confirmada, mas ainda restrita a alguns focos, e; estados de maior ocorrência da doença.
O grupo também debateu as regras da União Europeia que introduz sobre a importação de produtos e a conformidade com os direitos trabalhistas.
“Em linhas gerais, as diretivas indicam que devem ser atendidos os direitos laborais, devendo a cadeia de valor estar em conformidade com as leis nacionais, ponto este que já é de consenso e adoção no setor. No entanto, ainda há subjetividade nos requisitos quanto às leis internacionais, não havendo clareza sobre quais serão as métricas e referências. As cadeias produtivas enquadradas ainda não estão definidas", disse.
Outro assunto na pauta foram os acordos internacionais e os processos de abertura de mercado, como o norte-americano para a lima ácida tahiti brasileira, uma oportunidade que traz ampliação dos mercados de destino e menor dependência de escoamento para o mercado europeu.
O processo de abertura já dura mais de uma década, já com as análises de risco de pragas realizadas e aprovadas, e que atualmente aguardam a publicação dos requisitos pelo governo dos Estados Unidos.